As políticas comerciais agressivas de Donald Trump remodelaram a indústria automóvel global, mas o Reino Unido não conseguiu capitalizar as mudanças. Embora os métodos de Trump sejam imprevisíveis, o seu foco em trazer de volta os empregos na indústria transformadora para os EUA é inegável – e eficaz.
As tarifas como alavancagem
Trump admitiu abertamente o uso de tarifas como “armas de negociação”, ameaçando os fabricantes com custos elevados caso se recusassem a abrir linhas de produção nos EUA. Esta estratégia já forçou empresas do Canadá, México, Alemanha e Japão a reconsiderarem os seus locais de produção, com muitas delas a optarem por construir nos EUA em vez de pagarem as tarifas.
A principal conclusão: As tarifas de Trump não se referem apenas à economia; eles são sobre poder. Ele está disposto a desestabilizar as relações comerciais para atingir os seus objectivos, e a ameaça de custos crescentes permanece constante.
O boom automotivo dos EUA
Os resultados são claros: a produção automóvel nos EUA está a aumentar. Trump destacou recentemente uma fábrica revitalizada da Ford no Michigan como prova, alegando que as suas políticas estão a impulsionar um aumento histórico na produção nacional. Embora o governo do Reino Unido não tenha respondido, outras nações mudaram para evitar as tarifas.
A posição do Reino Unido
As empresas automobilísticas britânicas – incluindo Bentley, Jaguar, Land Rover e Rolls-Royce – não tomaram medidas para construir nos EUA. Esta inacção deixa-os vulneráveis a futuros aumentos tarifários, uma vez que Trump deixou claro que o cumprimento é a única forma de evitar sanções.
Política Energética e Custos de Combustível
As políticas de Trump vão além das tarifas; ele também defende o aumento da produção doméstica de energia (“drill baby drill”) para reduzir os custos de combustível. Os preços da gasolina nos EUA são significativamente mais baixos do que no Reino Unido – cerca de um terço do custo – uma disparidade que Trump destaca como prova do seu sucesso. A dependência do Reino Unido da energia importada e os seus impostos mais elevados contribuem para estes custos mais elevados.
Conclusão
A política automóvel de Trump está a remodelar a produção global e o Reino Unido está a perder. Sem se adaptarem às suas tácticas agressivas, as empresas britânicas enfrentam o risco de serem excluídas do mercado dos EUA. A situação exige uma acção estratégica, mas até agora o Reino Unido permaneceu à margem.
