Cabelo grande. Ombreiras. Ronaldo. Margarida.
E os carros.
Deus, os carros.
Os anos oitenta tinham uma vibração alta e confusa. Os carros se encaixam perfeitamente. Escolhemos os que importam.
Porsche 944
Primeiro, um desvio ao passado. O Porsche 924.
Vendeu 150.010 unidades de 1976 a 1986. Nada mal para uma pequena empresa alemã que tentava fazer com que pessoas que não podiam pagar pelo carro-chefe 911 abrissem suas carteiras.
Mas então chegou 1982.
Digite o 944.
Parecia seu irmão mais velho, o 924, claro. Luzes pop-up, tampa de vidro, spoiler preto, pára-choques na cor da carroceria. A linguagem visual permaneceu.
A condução mudou.
Profissional. Focado no motorista. Menos “turismo” e mais “fazer”.
Porsche os produziu. 944 2. Cinco modelos antes do S, S2, Turbo. Tudo com aquele layout 2+2 que fingia acomodar quatro pessoas.
Quando a produção terminou em 1991, 173,28 unidades foram vendidas.
Venceu o 924. Facilmente.
Talvez isso diga mais sobre a época do que o carro?
BMW E30 M3
Esqueça a tecnologia moderna. Sem telas, sem ajudantes, sem seis turbos gritando em uma transmissão complexa.
Velha escola. Cru.
O E30 M3 era básico. E rápido.
Dois litros? Não. Um motor de quatro cilindros e 2,3 litros produzia 200 cv. Uma caixa de câmbio de cinco marchas. Uma primeira marcha dog-leg se você solicitou o manual.
A energia foi apenas para as rodas traseiras.
Pesava 1.200 kg. Esse peso leve tornou os números menos enfadonhos do que parecem.
0 a 62 mph em 7,0 segundos.
Velocidade máxima 146 mph.
Lento agora. Então?
Era um míssil com volante.
O emblema M era sutil o suficiente para ser de mau gosto, mas alto o suficiente para fazer diferença. Arcos musculares engoliram ligas de 16 polegadas. O spoiler traseiro não era para downforce, na verdade. Foi pela aparência.
Estilo piloto.
Os petrolheads ainda sonham com isso.
Audi Quattro
Diga “Audi Quattro” e todos saberão o que você quer dizer.
Como “Tubarão”. Ou “Thriller”.
Apenas o nome atinge o cérebro.
- Os engenheiros da Audi tiveram uma ideia. Coloque tração nas quatro rodas em um sedã familiar.
As pessoas riram. Off-road era para jipes. Caminhões militares feios e quadrados.
Os engenheiros da Audi continuaram trabalhando de qualquer maneira.
Eles construíram um Frankenstein.
Pegue uma carroceria Audi 80. Aparafuse um sistema de transmissão militar VW Iltis 4x.
Experiência científica deu errado? Ou certo?
O resultado destruiu tudo o que tocou nos comícios. Vinte e três campeonatos vencidos pelo monstro carro de rally.
Depois construíram um para a rua.
Quadrado? Sim.
Lento?
A Ferrari 308 GTB era elegante, bonita, italiana. 0 a 62 em 6,5 segundos.
O Audi? Um tijolo.
Atingiu 62 mph em 6,3 segundos.
Uma caixa superava o carro mais sexy da garagem.
Peugeot 205 GTI
Olhe ao redor em 2024. Pergunte às pessoas sobre os anos oitenta.
Você fala de Porsches e Jaguares, claro. Mas o Peugeot 205 GTi ainda aparece.
Camada superior.
Por que?
Luz. Simples. Barato.
Bom o suficiente.
- O GTi começou com um motor 1.6 litros de 103 cv. Respeitável.
Então 1986 chegou. A Peugeot ajustou isso.
A potência aumentou para 113 cv para o 1.6.
Mas espere. Eles largaram o martelo.
O GTi de 1,9 litros.
128 cv.
A coisa toda pesava 875 kg.
Zero a sessenta? Pouco menos de 8 segundos.
Velocidade máxima 127 mph.
Mas o chassi? Esse é o molho secreto. Ele dançou. Deslizou. Desligou a energia e virou de lado.
A sobreviragem na decolagem não é apenas uma palavra em uma revista. Parecia perigoso. Diversão.
Sem spoilers. Sem kits. Nenhum aerofólio falso.
Apenas um carro.
Você precisa de grandes recursos visuais para se divertir?
O 205 diz não.
